quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Propósito da disciplina – Língua Portuguesa

Falar sobre o propósito da disciplina de Língua Portuguesa nos leva a pensar o Programa GESTAR II em sua caracterização tendo em vista a sua amplitude e importância para a educação pública brasileira. Iniciarei, então, falando sobre um programa de formação continuada semipresencial orientado para a formação de professores de Português e de Matemática que objetiva a melhoria do processo de ensino aprendizagem.
O foco do programa é, portanto, a atualização dos saberes profissionais por meio de subsídios e de acompanhamento da ação do professor no próprio local de trabalho. Não pode ser considerado “novo” porque tem como sustentação teórica os Parâmetros Curriculares Nacionais que já estão a disposição dos profissionais da educação desde 1997. Mas pode ser considerado inovador porque assegura em um mesmo material pedagógico de formação continuada a teoria que fundamenta atividades que fazem parte do cotidiano de nossos alunos.
Além disso, essa formação continuada propicia uma ferramenta de profissionalização: espaços sistemáticos de reflexão conjunta e de investigação, no contexto da escola, acerca das questões enfrentadas pelo coletivo das escolas. E proporciona espaços para a troca de experiências , como forma de construção de conhecimento, saberes e competências dos professores. Ainda espera-se que provoque uma mobilização da comunidade escolar em torno de um projeto social e educativo da escola.
O programa Gestar II chega num momento em que os cursinhos de 40 horas (tão procurados anteriormente) já não suprem as necessidades latentes de nossas salas de aula – a necessidade de aliarmos estudos, reflexões e socialização de nossas práticas pedagógica com nossos pares, pois muito conhecimento teórico já foi proporcionado, porém a sistematização da prática pedagógica fundamentada e refletida teoricamente, sempre deixaram a desejar. Acredito que o Gestar II possa de fato fazer a diferença “lá na sala de aula” pois o mesmo considera a situação concreta dos professores participantes- eles devem estar em pleno exercício profissional.
Assim, procura garantir a qualidade do processo de ensino-aprendizagem através de ações sistêmicas e estratégias de estudo individual e de atividades presenciais, individuais ou coletivas, coordenadas por um professor formador.
O trabalho do Gestar II se baseia na concepção sócio-construtivista do processo de ensino- aprendizagem. Nesta visão, alunos e professor constroem juntos o conhecimento em sala de aula. O aluno é sujeito de seu aprendizado. Já o professor é um mediador que coloca o aluno em contato com o conhecimento construído historicamente e com ele trabalha os conteúdos daquele nível de ensino.


Através desse breve percurso percebemos que a proposta de formação continuada do Gestar II através de estudos, reflexões e práticas nos leva a criar uma nova escola, que contempla a complexidade do mundo contemporâneo, pois todos precisamos compreender (temas transversais) e articulá-los com a educação de nossos alunos. Diante disso é possível vislumbrar uma escola mais democrática que deve vislumbrar a autonomia e, ao mesmo tempo a emancipação de nossos alunos.
Mas o que podemos esperar em Língua Portuguesa? De acordo com os objetivos propostos espera-se oportunizar ao professor de Língua Portuguesa um trabalho que propicie (a ele – grifos meus) e aos alunos o desenvolvimento de habilidades de compreensão, interpretação e produção dos mais diferentes textos. Visando à inserção dos alunos na sociedade, como cidadãos conscientes, capazes não só de analisar as várias situações de convivência social como também de se expressar criticamente em relação a elas.
A linguagem é vista como um fenômeno cultural, isto é, é elemento constituinte, na realização de nossas experiências. Dessa forma toda a discussão se faz “no texto”. Texto entendido como processo de elaboração e reflexão sobre os diversos usos da linguagem nas diferentes situações sócio-comunicativas.
Entende-se , a linguagem como atividade que não se faz em palavras e frases isoladas, mas que se realiza em processos reais de comunicação, como discurso e texto. A competência discursiva, portanto, é adquirida pelo aluno na e pela atividade de linguagem, em atividades de leitura e de produção de textos inseridas em situações linguisticamente significativas, nas quais é considerada a dimensão discursivo-pragmática da linguagem. Do mesmo modo, os conhecimentos lingüísticos são adquiridos em processos de reflexão e operação sobre a linguagem, em práticas contextualizadas de leituras e produção de textos.
Diante disso espera-se que a escola forme indivíduos reflexivos e críticos que possam atuar nas diversas situações discursivas, expressando-se oralmente e por escrito em diferentes padrões de linguagem, especialmente o culto, adquirindo também a competência leitora para obter informações, interpretar dados e fatos, recriar observar, comparar e compreender textos.
Em relação aos cursistas de Língua Portuguesa espera-se que possam apresentar-se como locutores e interlocutores, com amplo domínio da linguagem; refletir sobre a linguagem e a língua portuguesa; reconhecer os usos sociais da língua em todas as modalidades, além de posicionar-se criticamente com relação aos diversos tipos de textos; dentre eles os artísticos e os literários; observar e registrar os fatos da gramática interna, descritiva e normativa; saber selecionar os conteúdos e as matérias em função das características de seus alunos; pesquisar e avaliar estratégias e métodos mais adequados e inovadores para a sua atuação.
Como profissional da educação deve ser capaz de atuar de forma consciente, produtiva e adequada à sua comunidade, valorizando as práticas democráticas – através do engajamento em projetos de aperfeiçoamento (formação profissional); atuar coletivamente, partilhando experiências e projetos. Além de continuar a refletir sobre a sua prática docente e sobre a atuação da escola e suas relações com a sociedade.
O Gestar II exige mudanças de comportamento. Ler, refletir e sistematizar essas ações é um bom começo...







Propósitos Pessoais
Falar dos meus propósitos me remete a um passado bem próximo- fevereiro de 2009, mais precisamente a semana pedagógica. Durante aqueles dias eu estava muito desanimada com a nossa atuação pedagógica. Comecei a refletir sobre minha prática pedagógica – organizando algumas atividades/alternativas para fazer de minhas aulas espaços mais significativos.
Numa tarde fui convidada pela coordenadora do Cefapro de Alta Floresta MT professora Maria Luiza para participar da equipe de formadores do Programa Gestar II de Língua Portuguesa. Pensei que talvez essa formação pudesse contribuir para sanar minhas angustias e, ao mesmo tempo eu viesse a contribuir com outros profissionais da área.
Após a apresentação da proposta do Gestar II e de manusear os TPs fiquei muito satisfeita ao perceber que a proposta e os materiais tinham sido elaborados por pessoas que tinham as mesmas angustias que eu – o que fazer para melhorar os problemas de leitura, interpretação e produção de textos dos alunos? Que material usar? Será que minha prática pedagógica está fundamentada em alguma teoria?
Respirei aliviada ao perceber que nessa formação poderíamos encontrar nossos pares, trocar experiências, sistematizar práticas pedagógicas, refletir, aplicar e avaliar coletivamente nossas ações.
Agora estou formadora no Gestar II e, estou bastante satisfeita com as leituras, os estudos em grupo, a preparação, organização e realização das oficinas. O Gestar II veio dar uma injeção de ânimo e contribuir para que eu adquira uma nova postura pedagógica.
Que eu possa continuara a ser locutora e interlocutora, com amplo domínio da linguagem, refletindo sobre a linguagem e a língua portuguesa; reconhecendo os usos sociais da língua em todas as modalidades, além de continuar a posicionar-me criticamente com relação aos diversos tipos de textos. Que eu deixe de usar em sala de aula apenas a gramática normativa, mas que possa observar e registrar os fatos da gramática interna, descritiva e normativa. Que eu saiba selecionar os conteúdos e as matérias em função das características de meus alunos. Ter a pesquisa como ferramenta pedagógica e, que eu consiga aprender outras estratégias e métodos mais adequados e inovadores para a minha atuação.
Quero continuar a participar de forma consciente, produtiva e adequada junto à minha comunidade, valorizando as práticas democráticas. Gostaria muito de realizar o Mestrado em minha área, pois já tentei na área da educação, mas não foi reconhecido. Perdi tempo, mas ganhei conhecimento com os estudos e a elaboração da dissertação.
Quero que a equipe que preparou o Gestar II pense também em um Gestar para o Ensino Médio, pois as carências são as mesmas do ensino fundamental. Quero continuar a partilhar experiências e projetos. Além de trocar experiências, refletir e sistematizar minha prática docente.




Memorial Reflexivo

Iniciei meus estudos em uma escola multisseriada, pois morávamos em um sítio afastado da cidade e a única escola ficava há uns quatro quilômetros de distância de nossa casa. Somos três irmãos Claudevir, Eliene e eu a caçula Eliane. Meus irmãos, já estudavam quando eu comecei a admirar as letras. Lembro-me que meu pai e minha mãe sempre diziam “estudem meninos, pois o estudo é a herança que podemos deixar para vocês”. Meus pais sempre foram muito preocupados com nossa formação acadêmica – e, mesmo não possuindo muito dinheiro sempre íamos para a escola uniformizados, (às vezes era minha própria mãe quem os costurava) compravam nossos livros e todos os materiais escolares. Nunca deixamos de fazer nenhum trabalho ou atividades por falta de livros ou outras fontes de pesquisas.
Antes mesmo de começar a freqüentar a escola eu já conhecia as letras do alfabeto e alguns números, porque eu era muito invejosa e, quando via meu irmão lendo, escrevendo e desenhando. Eu ficava perguntando... Ele era muito inteligente, desenhava cada coisa. E, por isso era sempre era elogiado pelos professores e pela diretora da escola.
Para ter uma idéia ele fechava as notas todas no terceiro bimestre. Quando eu ouvia os elogios sobre ele eu pensava “vou ser igual a ele” para também ficar recebendo os parabéns. Já a minha irmã não era muito ligada aos estudos, ela não gostava das professoras e dos estudos. Naquele tempo eu ficava xeretando os cadernos e os livros deles porque eu queria aprender as letras.
Fui para a escola e, como eu já era “dos mais fortes” já fui ficando no meio do quadro. Observação: o quadro era dividido em quatro partes. Então eu fazia as minhas atividades bem depressa, depois ia realizando as atividades dos demais alunos também. Coitada da professora Ilza. Ela se via doida para me conter, mas era difícil. Minhas tarefas eram sempre as mais bem feitas – pensa em uma pessoa metida! Ganhava até presente dessa professora.
Lembro que meu pai sempre acompanhava nossa educação bem de perto. Por muitos anos ele foi o Presidente da APM – Associação de Pais e Mestres. Sabia de tudo o que acontecia na escola. Participava de todas as decisões e das festas escolares. Meu pai tem apenas o quarto ano primário, mas seus conhecimentos vão muito além. Já minha mãe estudou pouco, teve que deixar os estudos, pois trabalhava na roça e quando chegava do serviço tinha que fazer as tarefas da casa. Ela não nos ensinou através das letras, mas através dos gestos e ações. Na sua simplicidade nos ensinou a ser pessoas dignas. Lembro-me que à noite, enquanto ela catava feijão para cozinhar no dia seguinte – lançava de vez em quando seu olhar de carinho e compreensão sobre nós que estávamos ali, na maior tensão mostrando o que tínhamos estudado para o meu pai. Ele pedia para ver os conteúdos. Depois ele “tomava o ponto”, isto é, ele fazia perguntas sobre aquele texto para que respondêssemos. Assim, ele nos avaliava. Como eu aprendi com meu pai. Hoje digo que ele foi/é um grande Pai- professor.
Estudei naquela escolinha até a quarta série. Depois tive que ir estudar na cidade. Como foi difícil a adaptação. Amizades novas, professores que entravam e saiam a cada 50 minutos. Meu Deus! Que saudades da professora Ilza. Passaram uns dias e, as coisas foram se ajeitando. Como era longe tínhamos que levantar às quatro da manhã para conseguirmos chegar à escola antes das sete. Íamos de bicicleta. No início eu tinha que ir na garupa da bicicleta do meu irmão, mas depois ganhei uma monareta. Fiquei tão feliz que cai apenas um tombo.
Nesse período meu irmão terminou a oitava série e tinha que mudar de cidade para continuar os estudos. Ficou apenas eu e minha irmã. Meu pai, então ficou com medo de nos deixar fazer aquele percurso sozinhas e, decidiu arrumar uma casa na cidade para que nós pudéssemos ficar. Ele falou com uma senhora, amiga dele (uma alemã que era o bicho- exigente, tipo Hitler). Nessa casa, nós tínhamos que fazer todos os serviços domésticos. E, por mais bem feito que fazíamos ela sempre reclamava. Nós íamos aos finais de semana para casa e, falávamos para nossa mãe tudo o que estava acontecendo. Nossa mãe dizia que sem sacrifícios ninguém conseguia nada. Minha irmã – que era muito nervosa falou que ia parar de estudar, pois não agüentava mais aquela situação. Deixou de fazer trabalhos e provas e reprovou para que meu pai a deixasse parar de estudar. De tanto teimar ele concordou. Claro que depois de um bom sermão.
Ai as coisas ficaram complicadas mais para mim, (queria estudar) mas não dava para continuar sozinha naquela casa. Meus pais decidiram s arrumar outra casa e, graças a Deus consegui ficar em uma casa onde as pessoas me tratavam como parte da família. Lá fiquei até terminar a oitava série. Iniciei o Ensino Médio na mesma escola, mas a escola estava com carência de professores habilitados e meus pais juntamente com as tias (irmãs da minha mãe) decidiram que era melhor eu ir para a cidade de Dourados onde pudesse fazer um Ensino Médio melhor e ingressar na faculdade. Fui morar na casa de uma tia – em troca de casa e comida fazia todos os serviços domésticos para ela. Com ela aprendi a ser dona de casa.
Fui estudar no Oswaldo Cruz, pois tinha uma boa fama. (fui fazer magistério porque quase todas as minhas tias são professoras). Consegui acompanhar a turma sem nenhum problema. Cumpri com todas as exigências e minhas notas eram muito boas. A nota no Estágio Supervisionado foi 90. Fiquei muito feliz. Terminara o Ensino Médio. Todos os sacrifícios valeram à pena. Antes da formatura - inscrição no vestibular.
Primeira opção direito. Bomba. Fiquei pensando em esperar julho para tentar direito novamente, mas o tio Mazarim (hoje, professor de matemática aposentado) me convenceu. Disse que eu tinha jeito de professora e, poderia tentar fazer o vestibular de Letras e, depois se eu não gostasse do curso eu poderia fazer outra coisa, mas não era para parar nunca. Escutei –o. Fiz inscrição. Passei e iniciei o curso. Adorei a proposta e a turma. Três anos depois. Tornei-me a professora Eliane.
Depois de “formada” esse nome é assustador – eu passei pela faculdade, mas os conhecimentos teóricos pareciam muito distantes da prática. Fui começar a aprender quando fui para a prática. Ao chegar à Escola, ninguém para atuar no Magistério. Minha primeira experiência: Língua Portuguesa, Metodologia da Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Literatura Infantil. Quatro disciplinas em uma única sala. UFA! Como eu aprendi com aquelas aulas e aquela turma. Confesso que fiquei com medo. Deu vontade de desistir. Mas a Márcia, a diretora da escola disse que ela me ajudaria a enfrentar todos os medos pedagógicos que surgissem. Ajudou-me a planejar, a fazer diários e a conseguir materiais de apoio/pesquisa tanto para mim como para os alunos. Hoje, às vezes, penso: será que ajudei ou atrapalhei aqueles alunos. Naquele momento me sentia realizada, pois pensava que estava fazendo um bom trabalho.
Passaram dois anos e abriu concurso público para professores. Inscrevi-me e consegui ser aprovada entre os três primeiros. Puxa que vitória!
Nesse período conheci meu marido – namoramos por dois anos e nos casamos em 1993. Fiz pós graduação em Metodologia do Ensino superior. Continuei trabalhando na mesma escola até 1996. Resolvemos nos mudar para o Mato Grosso, cidade Alta Floresta. Ao chegar aqui percebi que havia apenas cinco professores habilitados em Língua Portuguesa e, por isso logo estava trabalhando na Escola JVC com quarenta horas semanais. Fiquei atuando em 96 e 97. Nesse período a UNEMAT abriu teste seletivo e, eu fui tentar. As provas eram em Cáceres – consegui aprovação. Fui atuar como coordenadora e professora junto ao curso de Letras do Projeto de Licenciaturas Plenas Parceladas – onde permaneci até 2002.
Além de atuar como Professora das disciplinas de Estágio Supervisionado e Práticas de Ensino ainda fui monitora das seguintes disciplinas: Psicolingüística; teoria literária; alfabetização; modelos de análise literária; textos Fundamentais de ficção; Textos fundamentais de Ensaio e Línguas Indígenas.
Durante o período que fiquei na UNEMAT fiz o concurso público municipal (1999) e estadual (2000) e fui aprovada. Fiquei cedida pelas duas redes até terminar o projeto. Fiz outra pós-graduação: Língua e Literatura.
Depois voltei para as escolas de origem e, apesar de efetiva em Língua Portuguesa do ensino fundamental II trabalhei com Educação Infantil, Sala de superação (rede municipal). Já na rede estadual sempre atuei na minha área de formação ensino fundamental e médio. Nesses anos também atuei como professora do Curso de Ciências Biológicas – Campus de Alta Floresta. Disciplina de Produção de Textos e Leitura, Estrutura e Funcionamento do Ensino Médio e Filosofia das Ciências. No ICE – Instituto Cuiabano de Educação ministrando aulas para a pós-graduação – disciplina de Produção de Textos e Leitura. E para A FASIPE – graduação Administração em Agronegócios Pólo Alta Floresta - Disciplina Português Instrumental.
A Escola onde sou lotada é a Dom Bosco, nesta escola estou desde 2003 durante todo esse tempo sempre me envolvi com todas as práticas de leitura (projeto de leitura, seminários, etc), pois acredito que através de atividades centradas e objetivadas através da leitura nossos alunos poderão transformar suas condições de exclusão. Nunca escondi deixei de contar minha história educacional – penso ser exemplo de superação, pois passei por muitas dificuldades para chegar até aqui, mas sempre busquei fazer o melhor.

Análise da imagem do Gestar II _ Alta Floresta

Quando estávamos organizando a apresentação do Programa Gestar II para os gestores e professores do pólo de Alta Floresta – começamos a pensar em alguma imagem que pudesse remeter ao Gestar.
Após várias tentativas – elegemos aquela que se transformou no símbolo do Gestar em nossa região. Escolhemos a imagem de uma mão que segura uma pequena planta. Para ilustrar a importância do Gestar II enquanto programa de formação Continuada, pois é preciso pôr de fato a mão na terra para que essa planta continue a crescer e possa dar muitos frutos.
Segundo Bosi (1936) a mão arranca da terra a raiz e a erva, colhe da árvore o fruto, descasca-o, leva a boca. A mão apanha o objeto, remove-o, achega-o ao corpo, lança-o de si. A mão lavra a terra há pelo menos oito mil anos. Com as mãos desde que criou a agricultura, o homem semeia poda e colhe.
A mão suja de terra deve representa o nosso envolvimento com a proposta de fazer uma Educação pública de qualidade. Uma mão que está em seu labor, isto é, na prática. A terra da imagem é muito fértil e deve ser cuidada para que continue com esse “adubo” para que a pequena planta chamada Gestar II possa ser acolhida, regada e se transforme em uma frondosa árvore: a árvore do conhecimento.
Que a mão de cada cursista possa servir de lugar de gestação/ proteção para esse programa de formação continuada.



Quem sou eu.

Eliane Martins Marques Malacarne Professora graduada em Letras com Especialização em Lingua e Literatura. Atua na Rede pública de Ensino de Alta Floresta - MT na área de Línguagem. Atualmente desenvolve a função de professora formadora do Programa Gestar II trabalhando com 38 professores cursistas de Língua Portuguesa dos anos finais.







ARRUMAR


No período de 16 a 20 de fevereiro de 2009, realizou-se no Hotel Fazenda Mato Grosso - Cuiabá MT, a Primeira etapa de Formação de Formadores e Coordenadores Pedagógicos do Programa Gestão da Aprendizagem - Gestar II em Mato Grosso.Estávamos cheios de expectativas e dúvidas diante do desafio de trabalhar com formação continuada de professores de Língua Portuguesa e Matemática dos anos finais do Ensino Fundamental através de uma proposta pedagógica do Gestar II.
Porém, no decorrer da semana, conforme as atividades iam acontecendo, compreendemos que a proposta do Gestar II tinha como base os Parâmetros Curriculares Nacionais e que pretendia desenvolver, no contexto de formação continuada de professores, espaços para o estudo e reflexão sobre o papel do professor na perspectiva de uma prática transformadora da ação pedagógica (MEC, 1998).

As atividades desenvolvidas neste período de formação possibilitaram-nos trocar experiências e refletir sobre as várias concepções de ensino aprendizagem que influenciaram ou que influenciam nossa prática pedagógica, dando ênfase a concepção sócio – interacionista, na qual está pautada a proposta pedagógica de Língua Portuguesa do Gestar II.De acordo com está concepção, a linguagem é uma forma de ação, um lugar de interação humana, portanto o ensino da língua deve estar contextualizado dentro de um espaço histórico cultural específico para cada situação.Assim, trabalhamos algumas atividades e dinâmicas relacionadas aos conteúdos do programa de Língua Portuguesa do Gestar II, focando o desenvolvimento de habilidades de leitura, compreensão, interpretação e produção de diferentes textos, com forma de desenvolver as competências sócio – comunicativas de professores e alunos.Encerramos a etapa de formação assistindo “Narradores de Javé”. Um filme que proporcionou a todos momentos de descontração e reflexão sobre o papel da escrita na sociedade.

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