terça-feira, 24 de novembro de 2009

RELATÓRIA SEMESTRAL GESTAR PARA A UNB 1

dos mesmos entre os cursistas. Na seqüência houve as últimas orientações sobre os portfólios e os projetos de conclusão do Programa Gestar II em Língua Portuguesa. Discutiu-se também a possibilidade de apresentarmos os resultados dessa Formação à comunidade de Paranaíta.




Análise do filme Narradores de Javé.

Tradição Oral X Língua Escrita: Uma questão de exclusão lingüística e social.

O presente texto busca analisar algumas questões propostas (pelos professores formadores do Programa Gestar II /UNB- durante os dias 16 a 20 de fevereiro do corrente ano em Cuiabá MT) a partir da exibição do filme intitulado “Os narradores de Javé”. Para uma melhor exposição acreditamos ser necessário elencarmos os aspectos a serem analisados. 1)O que significa fazer “o papel de escriba”? 2) Qual o papel do escriba naquela comunidade? 3)analise os traços de oralidade daquela comunidade e a função do escriba? 4)qual a relação entre oralidade e escrita? 5)Analise as práticas de letramento e de alfabetização daquela comunidade? 6)como você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme? 7)Em que atividades práticas, no contexto da sala de aula, você exerce o papel de escriba? 8)Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita? 9)Qual a função social que o escriba exerce no contexto do filme? 10) Quais as relações de poder estabelecidas pelos personagens diante das práticas de escrita?
Para que não se torne algo meramente mecânico, optamos por uma produção textual que responda aos questionamentos, sem uma lógica seqüencial, porém sem abrir mão da essência dos mesmos.
Inicialmente faremos um breve contexto daquilo que foi possível apreender do filme “Narradores de Javé” – o filme conta a história de um povo, os moradores do Vale do Javé, no sertão baiano, que tentam reconstruir sua história passada de geração a geração através da oralidade, buscando, dessa forma garantir sua existência no futuro, que se encontra ameaçada pela construção de uma represa que fará o povoado desaparecer em suas águas.
Diante de tal problemática (alguns de seus moradores – os mais instruídos oralmente, mas que exercem “poder” junto aos demais – resolvem verificar o que é possível fazer para reverter a situação imposta. Ao pedir explicações junto ao Estado , vêem que a única saída é elaborar um monumento ou patrimônio histórico que justifique seu tombamento.

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