quarta-feira, 25 de novembro de 2009

oficinas é o de que seguíssemos os horários estabelecidos e, dessa forma iniciamos alterando um pouco a programação tendo em vista que nem todos os cursistas estavam presentes.
Este dia estava muito chuvoso o que dificultou a presença de alguns. Optou-se por apresentar a estrutura da oficina, iniciar as socializações do “avançando na prática” resolvemos realizar um sorteio para a apresentação das atividades, pois o tempo não possibilita que todos os cursistas possam apresentar seus relatos.
A professora Cleusa Batista comentou sua prática (optou por trabalhar com as seqüências tipológicas) disse que seus alunos tiveram dificuldade em identificar as seqüências tipológicas. Disse que para eles é mais fácil produzir do que identificar.
A professora Luciana descreveu sua atividade (o jogo) com muito entusiasmo. Ressaltou que pretende continuar inovando suas aulas porque seus alunos estão adorando as aulas de Língua Portuguesa a partir de aulas mais dinâmicas.
Ceverina disse que está fazendo atividade do jogo em todas as salas em que atua e que o envolvimento dos alunos está visível.
A professora Miriam descreveu sua atividade como algo “inusitado”, pois segundo ela a competição do (jogo) foi tão acirrada que até soco saiu na sala. Um transtorno que ela teve que interferir e deixar a competição para outro dia. Disse que alguns alunos reclamaram, mas que ela explicou que o objetivo é aprender e não brigar. Pretende retomar atividade assim que os alunos estiverem mais maduros para as brincadeiras. Disse que vai ter que trabalhar com a questão da convivência e do respeito primeiro.
Já a professora Eliane disse que também trabalhou o jogo, que os alunos gostaram muito dessa nova forma de aprender. Na seqüência a professora Ana falou sobre a realização da atividade e salientou que os alunos encontraram dificuldade na hora de passar as idéias para o papel. Outros relatos foram feitos e alguns encontraram dificuldades na aplicação.
A professora Albely disse que teve que levar para a sala figuras para que os alunos já tivessem algo mais concreto para descrever tendo em vista as dificuldades de aprendizagem que há nesta sala.
Depois apresentamos e discutimos os aspectos conceituais das unidades 11 e 12. Achamos relevante retomarmos os conceitos discutidos nas unidades 9 e 10 já que estávamos fechando o TP3. Abordou-se sobre o texto/gênero Literário – (Cesgranrio apostila 1 – Pág. 29 – são aqueles que privilegiam a mensagem pela própria mensagem, e o que se valoriza neles é a forma como os elementos da língua se combinam para produzir uma impressão de beleza. São textos não explícitos, com espaços indeterminados, cabendo ao leitor juntar as partes para construir o sentido, por meio de interpretações de acordo com o texto e com o seu conhecimento de mundo. Exigem que o leitor entenda situações de ambigüidade, ironia, valores implícitos que decorrem do ponto de vista do autor, narrador ou do eu-lírico. Já o não literário para alguns teóricos são os textos utilitários ou funcionais. Tem como objetivo maior a informação. Depois falou-se sobre a inter-relação entre gêneros e tipos textuais, pois os critérios de definição para os gêneros textuais incluem, além do plano composicional – ou das estruturas lingüísticas fatores exteriores ao texto: os objetivos, os interlocutores, as relações sociais entre eles, a formalidade e as exigências da situação, etc. Esses fatores são historicamente construídos e, apesar da aparente liberdade na construção dos gêneros, o falante mais atencioso a “direcionamentos” culturais para suas escolhas. Os Gêneros – incorporam aspectos exteriores – os objetos sociocomunicativos, os interlocutores, etc.
Já os tipos – são classificados segundo as estruturas lingüísticas – ou seja, seu interior. Ex: poesia – pode ter tipo descritivo, narrativo e dissertativo. Cidadezinha qualquer. Assim, um gênero compõe-se de várias seqüências tipológicas diferentes.
Os gêneros podem “migrar” de uma formatação específica para outra, buscando objetivos sociocomunicativos diferentes. Ex: “Do pó vieste e ao pó voltarás”. Gen- cap 3 vers. 10.
“Do pó vieste e ao pó voltarás principalmente se fores concorrente da S10 – conte comigo”. Unidade 11
Tipos textuais
São também chamadas de seqüências tipológicas os trechos de um texto que apresentam certo padrão de organização das estruturas lingüísticas a ponto de identificá-las como um dos tipos de classificação. As mais freqüentes são: descrição, narração, dissertação: exposição, argumentação, instrução ou injunção ou o diálogo. (chamado conversação) e o preditivo.
Descritivo: enumera aspectos físicos e psicológicos;
Narrativo: apóia-se em fatos, personagens, tempo e espaço;
Injuntivo: instrui o leitor/ouvinte a acreditar em algo que ainda está para acontecer.
Dissertativo - organiza-se em torno de uma idéia central. Descreve, interpreta, explica e expõe idéias ou conceitos.
Expositivo – não objetiva convencer o leitor/ouvinte – apenas apresenta as idéias.
Argumentativo: objetiva fazer o leitor/ouvinte a acreditar nas idéias.
Platão e Fiorin destacam ainda que: o tempo na descrição é estático; que na narração há progressão de um estado para outro. Já a dissertação – leva em conta a referência do mundo real através de conceitos amplos, de modelos genéricos, muitas vezes abstraídos do tempo e do espaço.
Realizamos a dinâmica “caixinha de surpresas” para descontrair o grupo.
Na seqüência distribuímos quatro envelopes contendo vários tipos de textos para que em grupo os cursistas pudessem identificar os tipos textuais. (narrativo, descritivo, injuntivo, prescritivo, dissertativo argumentativo e expositivo) e explicassem os aspectos mais relevantes para essa identificação.
Após essa apresentação realizamos no coletivo a atividade “seqüência tipológica” com o texto salário mínimo. Depois os cursistas elaboraram a avaliação da oficina.

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