terça-feira, 24 de novembro de 2009

RELATÓRIO GESTAR

uma transcrição da fala; só se escreve utilizando a norma padrão e, todo bom leitor é um bom escritor. Durante essas discussões muitos equívocos foram sanados.
Na escola, escreve-se para produzir textos narrativos, descritivos e dissertativos. É preciso construir andaimes. Cabe a nós professores disponibilizarmos os meios, a experiência e a prática. Com diferentes gêneros e, ensinar, propondo estratégias e visando, mais do que a simples correção da forma, a um retorno dialógico que negocie com o aluno aspectos relacionados à leitura comunicativa de seu texto.
Na seqüência, abordou-se as contribuições de John Harris e Jeff Wilkinson que apresentam uma proposta para as hierarquizações das dimensões dos gêneros, dependendo da situação sociocomunicativa.
1. Consciência da audiência – quem é meu interlocutor
2. Relevância do conteúdo – será usado dentro e fora da escola.
3. Seqüência de informação – (coerência).
4. Nível de formalidade- formal ou informal – depende do interlocutor.
5. Função da comunicação – qual o objetivo.
6. Convenção – (formato do documento – ofício, carta, ...

Algumas dúvidas foram suscitadas pelos cursistas e sanadas pelas formadoras – dentre elas o que são estratégias cognitivas e metacognitivas. Após os esclarecimentos realizamos a dinâmica caixinha de surpresas para descontrair o grupo. Depois dividimos a turma em três grupos para que realizassem as atividades propostas para a oficina 8. Mudamos um pouco a estrutura das atividades propomos que se preferissem poderiam trabalhar com outro gênero textual – elaboramos um material de apoio – (material apostilado da Cesgranrio formação de professores 2007) já utilizado pelos professores da Rede Estadual de Mato Grosso.
A partir dos encaminhamentos os grupos produziram planejamento de suas aulas. A fim de dar maior visibilidade aos planejamentos pedimos que os grupos elaborassem os textos que estavam pedindo em seus planos. (acreditamos que o professor necessita mostrar suas produções para os alunos, pois já há relatos de alguns cursistas que contemplam essa ação pedagógica como fator muito relevante. Após as apresentações realizou-se a avaliação do encontro.


OFICINA 9 TP 5

A oficina 9 aconteceu no dia 21/08/09 nas dependências do SISPUMAF e teve como objetivo compreender o conceito de coerência na relação com os textos verbais e não verbais, além de analisar como se estabelece a unidade de sentido de um texto. Iniciamos com a socialização do Avançando na Prática, a qual retratou a satisfação dos professores em relatar suas experiências.
A maioria dos professores desenvolveram uma atividade de produção textual, utilizando respostas dadas a determinadas perguntas (elementos da narrativa) a partir de um tema escolhido pelos alunos. O desafio da atividade consistia em transformar as tais respostas, aparentemente sem nexo, num texto coerente.
Após as apresentações houve algumas considerações acerca dos conceitos das unidades. Abordou-se primeiro o conceito de Estilística –porque ela se interessa pelos usos lingüísticos correspondentes às diversas funções da linguagem na poesia e na estrutura do texto, além de determinar as peculiaridades da linguagem que resultam da afetividade e da experiência do falante em seu meio social.
A gramática – estuda os elementos da língua. Enquanto a Estilística estuda a linguagem que se cria com esses elementos. A Estilística estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e formação das palavras, à construção da frase e do discurso. Em seguida falou-se sobre a coerência textual. A coerência textual tem a ver com a “boa” formação de um texto, ou seja, com a possibilidade de articular as informações trazidas pelo texto com o conhecimento que os interlocutores já tem da situação e do assunto.
A coerência é um dos fatores da textualidade que permitem fazer de um amontoado de frases um texto. Mas ela não se prende exclusivamente a aspectos lingüísticos. É o resultado da interação entre os interlocutores – autor e leitor – com o texto, e pelo texto numa dada situação sociocomunicativa.
A coerência depende, em grande parte, das inferências que o leitor seja capaz de fazer a partir das “pistas textuais” e de seu conhecimento do tema e do mundo. A coerência combina os textos com o seu exterior, isto é, se constrói na relação entre o texto e o seu contexto.
Segundo comentários dos professores, o caráter lúdico da atividade (de qual) atrai maior participação do aluno. O que inicialmente incomodou alguns alunos passou a atraí-los pela estranheza e finalmente a produção textual, a maioria coerente, mas engraçados.
Na sequencia desenvolvemos a dinâmica “Toca, para e cria”, utilizando música, dança palavras-chave e uma imagem. As palavras todas relacionadas ao meio ambiente assim como a imagem. A cada parada da música uma palavra era anunciada e cada dupla deveria discutir, relacionando-a com a música e com a imagem por um minuto, volta a música, troca a dupla e assim sucessivamente até terminar a música e as palavras. Depois com base nas discussões realizadas durante a dinâmica, foi solicitada uma produção textual em duplas, a qual foi socializada, com enfoque na coerência. Segundo comentários de uma professora, (Albelly) a partir das reflexões suscitadas pelo Gestar, houve uma mudança na forma de planejamento, ou seja, a formação continuada está provocando mudança de postura.

OFICINA 10 TP 5

A oficina 10 aconteceu no auditório do SISPUMAF no dia 04/09/09 e teve como objetivo, identificar os elementos lingüísticos responsáveis pela continuidade de sentido em um texto e identificar relações lógicas de temporalidade e de identidade na construção de sentido em um texto. Iniciamos com a socialização da transposição didática, a qual demonstrou que as atividades foram desenvolvidas de forma satisfatória, considerando o envolvimento dos alunos nas mesmas, segundo relato das professoras.
Na sequencia foi apresentado orientações através de slides sobre a elaboração do projeto e construção do portfólio. Em seguida utilizamos uma dinâmica para formação de grupos (balas coloridas) e em grupos trabalhamos com atividades motivadoras de produção textual, visando identificar a presença dos elementos coesivos na construção de sentido de um texto, são elas: elaboração de texto através da relação de imagens e conectivos (elementos coesivos), e elaboração de parágrafos empregando: um nome, um lugar e um verbo no gerúndio. Ambas visando articular as partes na construção de um texto ou de um parágrafo.
Durante a socialização das produções dos cursistas, foi também feito a classificação do tipo e do gênero textual de cada produção, assim identificamos várias crônicas, as quais foram produzidas sem a preocupação com o gênero, o que veio desmistificar a complexidade da crônica, sendo esta, um gênero pouco trabalhado em sala de aula. Alguns professores comentaram que a realização dessas atividades, levou-os a perceber que a produção dos relatórios dos Avançando na Prática, precisam ser melhorados. Nesse momento foi dado enfoque à progressão textual, a conceituação de coesão referencial e seqüencial, a diferença entre coesão e coerência sendo ambas de igual importância na construção de sentido de um texto e a progressão textual.
A coesão textual é um mecanismo lingüístico que articula as informações de um texto, relacionando sentenças com o que veio antes e com o que virá depois, no propósito comunicativo de, conjuntamente, tecer o texto. A ligação entre esses termos torna-se responsável por articular os sentidos de cada parte de um texto ao sentido do todo. Metaforicamente, podemos dizer que a coesão assemelha-se à linha que costura e mantém unidas as partes de um vestido, explorando e valorizando o tecido de que é feito esse vestido. A coesão pode ser comparada, também, à cola ou ao cimento, que fazem de meros pedaços ou tijolos um objeto mais consistente e que firma o muro a parede ou a casa... a coesão se refere às de

Nenhum comentário: