sentido que se estabelecem no interior do texto, isto é, a coesão se constrói na inter-relação entre as partes do texto, fazendo dele um todo significativo.
A coesão referencial- é constituída por termos lingüísticos que remetem ao mesmo objeto, ou referente- é um conjunto de “orientações” de retomada de uns elementos para a interpretação de outros no mundo textual.
Coesão seqüencial – estabelece relações de encadeamento entre as partes do texto, produzindo a progressão temática. Além de ligar as idéias ou informações, os elementos da coesão seqüencial provocam expectativas de continuidade de sentidos no texto e instruem o leitor/ouvinte sobre como devem ser interpretados esses sentidos. Os processos de coesão seqüencial podem se apoiar em expressões que indicam ordenação dos fatos, como vimos na atividade anterior com os advérbios e preposições e tempos verbais e mesmo frases que situam um fato em relação ao outro.
Depois falou-se sobre as relações lógicas no texto. As relações lógicas de temporalidade – que tem a função de localizar os fatos ou eventos referidos pelo texto em “tempos” relacionados ao momento da interação. Identidade - parte da comparação entre elementos lingüísticos que remetem ao mesmo objeto de referência para estabelecer que se trata do mesmo objeto discursivo. Ex: mandioca, macaxera, aipim. Negação - a negação é uma relação lógica que representa a exclusão, a rejeição de possibilidade de uma informação, um fato ou uma idéia. Ex: não, nenhum. Significados Implícitos - os subentendidos. A língua dispõe de variados recursos para marcar a textualidade e funcionam como “pistas” para depreensão dos implícitos. Sobre relações semânticas – hiperonímia – mais abrangente. Ex: flores. Hiponímia – menos abrangente – Ex: rosas, cravos.
OFICINA 11 – TP 6 – ALTA FLORESTA – 18/09/09 - matutino
A formação aconteceu nas dependências da UNIFLOR, no dia 18/09 /09 e teve como objetivo, identificar marcas de argumentatividade na organização de um texto e estratégias relacionadas ao planejamento e revisão durante a escrita de um texto. Iniciamos com a socialização da transposição didática sugeridas pelos “Avançando na Prática”.
Os relatos evidenciaram que algumas professoras atingiram os objetivos, já outros não conseguiram sucesso na transposição didática. Nesse momento apresentamos a conceituação e explicações sobre a argumentação. Todo uso da linguagem é argumentativo, pois estabelece uma interação com o outro, uma relação de fazer social. E toda linguagem é, assim, um processo sempre em movimento.
Segundo Platão e Fiorin Comunicar não é, somente um fazer saber, mas também um fazer crer e um fazer fazer. A aceitação depende de uma série de fatores: emoções, sentimentos, valores, ideologia, visão de mundo, convicções políticas etc. a persuasão é então o ato de levar o outro a aceitar o que está sendo dito, pois só quando ele o fizer a comunicação será eficaz.
Tipos de argumentos:
De autoridade – ajuda a sustentar sua posição, lançando mão da voz de um especialista, uma pessoa respeitável (líder, artista, político), uma instituição de pesquisa considerada autoridade no assunto.
De exemplificação – relata um fato ocorrido com ele ou com alguém para dar um exemplo de como aquilo que ele defende é válido.
De provas - comprova seus argumentos com informações incontestáveis: dados estatísticos, fatos históricos, acontecimentos notórios.
De princípio ou crença pessoal – refere-se a valores éticos ou morais supostamente irrefutáveis.
De causa e conseqüência – afirma que um fato ocorre em decorrência de outro.
Verificou-se que as dificuldades não estão somente nos alunos, mas em nós professores também, o que aponta para uma retomada ao conteúdo (argumentação). Foram socializados também alguns resultados das avaliações do Gestar aplicadas em algumas turmas, as quais apresentaram resultados satisfatórios.
Durante as reflexões relacionadas às estratégias argumentativas, uma professora comentou que, com mais de vinte anos na docência, só agora, a partir das atividades do Gestar, conseguiu perceber com clareza, alguns detalhes relacionados à língua, salientando a riqueza da proposta.
Na sequencia desenvolvemos atividades com enfoque na argumentação como: a dinâmica dos objetos inúteis (argumentos sobre possíveis utilidades) e a dinâmica da felicidade (argumentos sobre: o que é o que constrói o que destrói e quem é responsável por sua felicidade). Ambas visando à construção da argumentação, buscando a adesão do expectador em relação às ideias defendidas.
Depois abordamos a Produção textual: planejamento e escrita porque a prática de leitura na escola deve ser planejada como uma seqüência em que o aluno está sempre tendo oportunidade de pensar e refletir sobre o texto que está produzindo, interagindo com o próprio texto e com os textos de seus colegas.
O professor, por sua vez, deve criar situações em que prepare o aluno para a escrita e para a definição da situação de comunicação, que aceite as perguntas dos outros e que estabeleça uma produção textual flexível. Considerar as etapas do processo de escrita para reescrever seu texto ou trechos de texto de acordo com as observações dos leitores (colegas, professor, família, outros leitores), o aluno vai aprendendo a compará-las aos seus objetivos e intenções. Porque a escrita é um ato social e comunicativo por isso insere-se numa determinada situação que tem uma função, interlocutor, objetivo,
terça-feira, 24 de novembro de 2009
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