Nesse momento as cursistas relataram as atividades práticas ocorridas a partir da poesia Cidadezinha Qualquer do autor Carlos Drummond de Andrade.
A professora Eliane Silva disse que optou pela produção do diário. Luciana disse que ao apresentar a atividade os alunos não gostaram, porém com o seu próprio relato os alunos se entusiasmaram e produziram seus textos, com algumas dificuldades, mas cumpriram com a tarefa de forma satisfatória. Ana Capellari e Eronilce, professoras da Escola Rui Barbosa realizaram com o auxílio da coordenadora Evanir um passeio ou (piquenique). Segundo as professoras quando as aulas são práticas e motivadoras, os alunos conseguem ter gosto pelo trabalho com a linguagem. Alguns cursistas não conseguiram realizar todas as atividades propostas em função de muitas reuniões, feiras do conhecimento e festas. A professora Miriam trabalhou com os cartões postais. Levou para a sala alguns exemplares e, pediu para os alunos imaginarem um passeio e relatassem por escrito. A formadora Eliane disse que gostou do relato e comentou que já fora realizado um projeto semelhante a esse na Escola Municipal Geny Silvério – intitulado “o tapete mágico” . a professora Miriam relatou ainda que leu uma história de forma expressiva e que os alunos gostaram muito. Cleuza também trabalhou com os cartões postais e, para ilustrar levou algumas figuras de animais que estão em extinção no Brasil. Os alunos produziram textos fizeram colagens e expuseram as produções no mural da escola.
Muitos cursistas realizaram a atividade do texto Nossas Cidades em que os parágrafos aparecem de forma desordenada para que os alunos os ordenassem. Disseram que os alunos gostaram muito dessa atividade. Alexandra disse que em todas as atividades propostas costuma ouvir os alunos individualmente primeiro para encorajá-los a apresentar de forma mais segura.
Tatiana disse que pediu para os alunos trazerem para a sala de aula seus diários = as meninas adoraram, já os meninos fizeram caretas..., mas com o decorrer das atividades até eles gostaram. Luciana exemplificou seu fim de semana e pediu para os alunos fazerem o mesmo. Percebeu que apareceram nos textos muitas marcas de oralidade, porém observou que eles produzem muito bem a partir daquilo que conhecem. Luciana ressaltou que as produções de seus alunos tem melhorado e, que lês querem ler (os textos dela).
Aparecida também realizou a atividade cotidiana – relatou que primeiro falou sobre o seu final de semana e depois pediu que os alunos comentassem e escrevessem o deles. Disse que foi muito produtivo. Após as apresentações e aproveitando algumas discussões já levantadas.
Aproveitamos para refletir sobre alguns conceitos sobre como Mergulhar no texto, como chegar à estrutura do texto, crenças e teorias sobre a produção textual.
Mergulho no texto – abordamos as Estratégias cognitivas – as que são realizadas automática e inconscientemente. Metacognitivas – aquelas pelas quais a escola deveria, sobretudo, se interessar, por serem acionadas conscientemente pelo leitor. As perguntas – os questionamentos – só lemos porque temos algum tipo de indagação. Ajudar o aluno a interrogar-se sobre tal assunto ou texto é encaminhá-lo no sentido de “criar motivos” para a leitura.
Perceber a estrutura do texto – a organização do texto evidencia o plano do autor para fazer o leitor seu cúmplice na construção de um significado. Ex: narrativa – (introdução, complicação, clímax, e desfecho).
Dissertativo: (introdução, desenvolvimento, conclusão). Ajudar o aluno a depreender esse “esqueleto” é dar-lhes melhores elementos para compreender o texto. Fazer anotações – no texto ou sobre o texto – são atividades facilitadoras para a compreensão e a retenção de seus dados. Seria realizar uma leitura mais cuidadosa. Compreender o que está na linha - explícito; por trás da linha – implícito, além da linha – outros textos, na entrelinha – o que sugere mais de uma interpretação. Ex: o texto literário. Depois lemos e discutimos o texto “Por que meu aluno não lê?” (Bellenger/ Kleimam).
Algumas questões foram levantadas sobre o fracasso da leitura na escola – a leitura tem pouco lugar no ambiente do brasileiro – formação precária dos profissionais da escrita. Em sala de aula - muitas vezes a leitura não tem caráter prazeroso. Ela é difícil porque não faz sentido. As além das práticas que muitas vezes são desmotivadoras. Estas práticas provêm, basicamente, de concepções erradas sobre a natureza do texto e da leitura, e, portanto, da linguagem.
Ainda em relação à leitura abordamos a questão da motivação sem fundamentação, pois segundo os autores encontramos alguns professores com uma proposta renovadora e inovadora, mas ao se depararem com a estrutura de poder (que já reina na escola) desiste de suas atividades porque elas estão baseadas apenas numa convicção de necessidade de mudança, sem a formação teórica necessária para essa prática pedagógica.
Na sequência discutimos a produção textual, crenças, teorias e fazeres porque as teorias influenciam nosso modo de ver e agir no processo pedagógico. As teorias científicas – a partir de estudos e observações e as teorias ingênuas – as que aprendemos no cotidiano. Discutem sobre ser escritor é um dom – a pessoa desenvolve naturalmente- mesmo sem a intervenção do professor. Sobre habilidade diferenciada – aqueles que têm mais facilidade para escrever. Tem mais motivações (interação facilita). Existe o Dom, mas é preciso o despertar: aqueles que têm o dom, mas que necessitam de outras oportunidades. Cabe a escola oferecer “todas as oportunidades” para que os alunos aprendam a ler sem maiores prejuízos. Nossa cultura foi construindo crenças que nos levaram a formar (preconceitos) que de alguma forma interferem em nosso fazer pedagógico. Dentre elas: a escrita é
terça-feira, 24 de novembro de 2009
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