terça-feira, 24 de novembro de 2009

RELATÓRIO SEMESTRAL GESTAR PARA A UNB1

Perceber a estrutura do texto – a organização do texto evidencia o plano do autor para fazer o leitor seu cúmplice na construção de um significado. Ex: narrativa – (introdução, complicação, clímax, e desfecho).
Dissertativo: (introdução, desenvolvimento, conclusão). Ajudar o aluno a depreender esse “esqueleto” é dar-lhes melhores elementos para compreender o texto.
Fazer anotações – no texto ou sobre o texto – são atividades facilitadoras para a compreensão e a retenção de seus dados. Seria realizar uma leitura mais cuidadosa. Compreender o que está na linha - explícito; por trás da linha – implícito, além da linha – outros textos, na entrelinha – o que sugere mais de uma interpretação. Ex: o texto literário. Depois lemos e discutimos o texto “Por que meu aluno não lê?” (Bellenger/ Kleimam).
Algumas questões foram levantadas sobre o fracasso da leitura na escola – a leitura tem pouco lugar no ambiente do brasileiro – formação precária dos profissionais da escrita. Em sala de aula - muitas vezes a leitura não tem caráter prazeroso. Ela é difícil porque não faz sentido, além das práticas que muitas vezes são desmotivadoras. Estas práticas provêm, basicamente, de concepções erradas sobre a natureza do texto e da leitura, e, portanto, da linguagem.
Ainda em relação à leitura abordamos a questão da motivação sem fundamentação, pois segundo os autores encontramos alguns professores com uma proposta renovadora e inovadora, mas ao se depararem com a estrutura de poder (que já reina na escola) desiste de suas atividades porque elas estão baseadas apenas numa convicção de necessidade de mudança, sem a formação teórica necessária para essa prática pedagógica.
Na sequência discutimos a produção textual, crenças, teorias e fazeres porque as teorias influenciam nosso modo de ver e agir no processo pedagógico. As teorias científicas – a partir de estudos e observações e as teorias ingênuas – as que aprendemos no cotidiano. Discutem sobre ser escritor é um dom – a pessoa desenvolve naturalmente- mesmo sem a intervenção do professor. Sobre habilidade diferenciada – aqueles que têm mais facilidade para escrever. Tem mais motivações (interação facilita). Existe o Dom, mas é preciso o despertar: aqueles que têm o dom, mas que necessitam de outras oportunidades. Cabe a escola oferecer “todas as oportunidades” para que os alunos aprendam a ler sem maiores prejuízos.
Vimos que nossa cultura foi construindo crenças que nos levaram a formar (preconceitos) que de alguma forma interferem em nosso fazer pedagógico. Dentre elas: a escrita é uma transcrição da fala; só se escreve utilizando a norma padrão e, todo bom leitor é um bom escritor. Durante essas discussões muitos equívocos foram sanados.Na escola, escreve-se para produzir textos narrativos, descritivos e dissertativos. É preciso construir andaimes. Cabe a nós professores

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